Intel processadores

O Guia do Hardware.net elaborou a primeira parte de um ótimo tutorial sobre os processadores mais badalados, atualmente, da família Intel. É um ótimo tutorial, muito bem explicativo e olha que essa é, como eu disse, a primeira parte. Acompanhe um trecho abaixo e clique em Leia mais para continuar se atualizando.

O Core i7 marcou a introdução do Nehalem, baseado em uma arquitetura com muitas modificações em relação ao Penryn e aos processadores anteriores, incluindo um controlador de memória integrado e a tão esperada migração do FSB para um barramento serial ponto-a-ponto, duas melhorias que foram introduzidas anos antes pela AMD, às quais a Intel vinha resistindo até então. Logo após veio o Lynnfield, uma versão desktop do Nehalem que deu origem ao Core i5 e aos Core i7 da série 8xx, onde embora a arquitetura do processador continue sendo basicamente a mesma, seu lançamento acabou sendo mais importante que o das versões iniciais, simplesmente por que as versões baseadas nele são mais baratas e por isso vendidas em um volume muito maior.

Embora o Core i7 tenha sido originalmente introduzido como um processador de nicho, destinado ao mercado high-end, a nova arquitetura deu origem também aos processadores das linhas Core i5 e Core i3, que passaram a gradualmente substituir os modelos anteriores nos PCs de baixo e médio custo.

Começando com um pouco de contexto histórico, no início de 2006 a Intel estava em uma situação complicada. O Pentium D, baseado na ineficiente arquitetura NetBurst perdia para o Athlon X2 tanto em termos de desempenho quanto em termos de eficiência, gastando muita energia e rendendo pouco. Na época, os processadores AMD eram superiores tanto nos desktops quanto nos servidores e a Intel perdia terreno rapidamente em ambas as frentes. Quando tudo parecia perdido, a Intel apresentou a arquitetura Core, que deu origem ao Core 2 Duo e aos demais processadores da linha atual, com os quais conseguiram virar a mesa.

Para não repetir o erro que cometeu com a plataforma NetBurst, a Intel passou a investir massivamente em pesquisa e desenvolvimento, passando a desenvolver diversas novas arquiteturas em paralelo e a investir pesado no desenvolvimento de novas técnicas de fabricação e na modernização de suas fábricas.

O departamento de marketing se apressou em criar um termo que simboliza a nova fase, o “tick-tock” que passou a ser exaustivamente usado dentro do material publicitário da Intel. A ideia é simples: apresentar novas arquiteturas e novas técnicas de fabricação em anos alternados, onde um “tick” corresponde ao lançamento de uma nova arquitetura (como o Penryn e o Nehalem) enquanto o “tock” corresponde ao lançamento de uma nova técnica de fabricação (45 nanômetros ou 32 nanômetros, por exemplo), fechando o ciclo.

O plano é manter o público interessado, anunciando uma nova arquitetura, ou a migração para um novo processo de fabricação uma vez a cada ano e manter um ritmo rápido de evolução, que a AMD tenha dificuldades para acompanhar.

Dentro da ideia, a migração para a técnica de 65 nm em 2005 foi um “tick”, o lançamento da plataforma Core, em 2006 foi um “tock” e o lançamento do Penryn em 2007, baseado na nova arquitetura de 45 nm, foi um novo “tick”, que foi seguido pelo anúncio do Nahalem (pronuncia-se “nerreilem”), que representa uma nova arquitetura, ainda produzida usando a técnica de 45 nm, mas com diversas mudanças arquiteturais em relação ao Penryn.

Assim como em todos os demais processadores da Intel, o “Nehalem” é apenas o nome-código da arquitetura, que deu origem aos processadores Core i7, i5 e i3.

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