Se você não é daltônico, talvez conheça alguém que é – mesmo que a pessoa não saiba disso. Isso acontece porque muita gente só obtém o diagnóstico tardiamente, como o estudante Rafael Barbosa, de 25 anos.
Ele foi diagnosticado daltônico no fim de 2007, quando já havia trancado a matrícula no curso de Geologia da Universidade de São Paulo (USP). “Em trabalhos de campo, eu não via muitas coisas que os outros viam. Às vezes, os minerais são muito pequenos e você os identifica pela cor, isso pesou na decisão [de deixar o curso]”, relata o estudante.
Descubra se você é daltônico com o teste de Ishihara (clicando na imagem). Olhe para as figuras e depois leia a legenda para saber se você viu o número correto. Caso o resultado dê motivos para acreditar que você é daltônico, procure um oftalmologista.
fonte: guiadoestudante.com.br (Fábio Brandt)
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Os cientistas sempre acharam que tanto faz comer de manhã, de tarde ou de noite – afinal, as calorias dos alimentos são sempre as mesmas. Mas um estudo conseguiu provar, pela primeira vez, que comer à noite pode ter consequências diferentes (e piores).
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Duas pesquisas mostram que uma única dose de vacina será capaz de imunizar contra a gripe suína. Até agora, especialistas apontavam a necessidade de uma dose de reforço, semanas depois da primeira injeção, para garantir a eficácia. Os estudos, recebidos com entusiasmo, mostram que será possível dobrar a disponibilidade do produto e mais pessoas deverão receber a imunização. Os artigos, publicados na revista científica “The New England Journal of Medicine”, apresentam os resultados dos testes clínicos com vacinas desenvolvidas pela farmacêutica australiana CSL e pela suíça Novartis.
Em agosto, a empresa chinesa Sinovac Biotech afirmou ter obtido resultados semelhantes com uma única dose, mas, como não liberou dados sobre a quantidade e a composição do produto injetado, especialistas tiveram dificuldade para avaliar o anúncio. A vacina da CSL foi testada em 240 australianos adultos, metade com menos de 50 anos. Cerca de 96% produziram anticorpos contra a doença, uma eficiência comparável à da vacina sazonal.
Os efeitos adversos leves também apresentaram uma incidência semelhante – 45% dos voluntários relataram dores de cabeça ou desconforto no local da injeção, mas sem eventos graves. Verificou-se também que doses de 15 e 30 microgramas (que equivale a milionésima parte de um grama) apresentaram o mesmo desempenho, o que deve possibilitar um rendimento maior do que o previsto inicialmente. O produto não foi associado a nenhuma substância que aumenta a resposta imune do organismo à vacina (adjuvante).
Outro artigo apresenta os resultados do teste da vacina da Novartis em 175 americanos adultos com menos de 50 anos. Utilizaram-se doses de 7,5 microgramas associadas ao adjuvante MF59. No 14º dia após a injeção, a maioria dos voluntários já havia desenvolvido anticorpos contra o vírus.
O Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, nos Estados Unidos, também realizou testes clínicos de vacinas com 2.800 voluntários. Utilizou produtos das empresas Sanofi Pasteur e da CSL, que demonstraram eficácia de 96% e 80%, respectivamente. Apenas dez dias depois da injeção, os voluntários já estavam imunizados. Os Estados Unidos encomendaram 195 milhões de doses da vacina e devem começar a imunizar a população no início de outubro, segundo informações divulgadas ontem pelo governo americano. Terão prioridade grupos de risco, como profissionais de saúde, crianças e mulheres grávidas.
Anteontem, o governador de São Paulo, José Serra, afirmou que o Instituto Butantã iniciará em janeiro a produção da vacina contra o vírus H1N1. Para Isaías Raw, presidente da Fundação Butantã, ainda não é possível dizer quantas doses do produto brasileiro serão necessárias para garantir a imunização. “Vai depender dos resultados dos testes clínicos que começam em outubro”, diz Raw. Os pesquisadores do instituto pretendem utilizar um adjuvante nacional e testarão doses de 7,5 e 3,75 microgramas. “Com a economia do adjuvante e da injeção única, poderemos produzir um maior número de doses por ano”, afirma Raw. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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